AUSTRÁLIA Encontrando nemo

Grande Barreira de Corais, na costa australiana, oferece aventuras e passeios por mar, ar e terra


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Complexo coralino abriga o famoso peixe-palhaço
Da janelinha do avião, a gente vê as grandes planícies cobertas de verde tão comuns na paisagem da Austrália darem lugar a uma geografia mais recortada e a um mar cor de esmeralda, com uma faixa impressionante que parece saltar da água em alguns pontos. A Grande Barreira de Corais já chama a atenção antes mesmo de o avião pousar em Cairns, cidade que é uma grande porta de entrada para a região.
A barreira australiana é o maior conjunto coralino do mundo, mas não se trata, como seu nome pode sugerir, de uma faixa contínua. Ela é composta por quase 3.000 recifes diferentes (e apenas alguns deles seriam autenticamente barreiras ou quebra-mares), dispostos nas proximidades de mais de 600 ilhas e 300 atóis próximos ao continente. Alguns cientistas garantem que uma única parede de coral ali contém um conjunto representativo da vida na Terra maior e mais significativo do que um continente inteiro. Cerca de 2.000 espécies de peixes, 4.000 moluscos e pelo menos 350 corais pétreos habitam a Grande Barreira.
As espécies de tubarões mais comumente avistadas ali têm até 3 m de comprimento, como o tubarão-cobre, que costuma caçar em pequenos bandos e chegar até bem perto de mergulhadores só para observar. Das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, seis podem ser vistas na região, incluindo a de casco achatado que habita apenas águas da Oceania.
Barreira
Patrimônio da Humanidade, a Grande Barreira estende-se pela costa de Queensland de Port Douglas (ao norte de Cairns) a Bundaberg. Temida tanto tempo por navegadores (inclusive pelo famoso capitão inglês James Cook), chegou a destruir mais de mil embarcações no comecinho do século XX. A região foi transformada em 1975 no Parque Nacional Marinho da Grande Barreira de Corais, destinado sobretudo a impedir a exploração petrolífera e mineral nos recifes. A pesca comercial e esportiva é regulamentada em algumas áreas e proibida em outras.
Trata-se de um mosaico de cores e vida marinha, corais, atóis e bancos de areia tão impressionantes que, não à toa, serviram de base para a colorida animação “Procurando Nemo” (Disney/Pixar, 2003). O peixe-palhaço que dá título ao filme é figurinha fácil por ali. Do luxuoso arquipélago Whitsunday, onde fica o Heart Reef, recife em forma de coração que acaba de receber na ilha privada, Hayman, o primeiro resort One & Only do país, à democrática ilha Fraser, na baía de Hervey, onde há até área para camping, há várias opções para curtir esse pedaço especial do planeta.
Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/viagens/encontrando-nemo-1.937252


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